
Na noite de quinta-feira (27/8), o rapper curitibano Pete Mcee lançou “Umbral”, o segundo volume da trilogia que começou com “Encruzilhada” (2024). O disco mantém a introspecção do primeiro volume, mas aprofunda a ligação entre a música e a religiosidade do artista, que nasceu em família de umbanda e tem forte conexão com Exu do Lodo.
O título faz referência ao “Umbral”, estado de espírito que o rapper descreve como um purgatório interno onde residem raiva, culpa e vícios. Ele afirma que esse estado pode ser vivido em vida, sendo um “grito de rua” e um ritual de cura ao mesmo tempo.
Para criar a obra, Pete se isolou com os produtores Skraba e D’Lucca, escolhendo cada colaboração de acordo com a narrativa do álbum. Entre os convidados estão NOG, Leal, Torya, Gigante No Mic, Matheus Coringa, Nina, Mell e artistas de Curitiba em ascensão.
A produção, liderada por D’Lucca, foi dividida em dois estágios: as inseguranças da depressão e a emergência de uma nova perspectiva. Os beats densos, a lírica profunda e o visual contrastado conduzem o ouvinte de “Além da Cova” a “AKUAN”, passando por temas como “Desbara”, “Lado Ruim” e “Máquina de Moer Tinta”.
“Umbral” será concluído com “Aruanda”, a terceira parte da trilogia, ainda sem data de lançamento. O diretor Ian Bueno da Symphonic Brasil destaca que o disco representa um processo de cura e






