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Nos 10 anos sem Elke Maravilha, espetáculo inspirado em sua trajetória estreia no Rio de Janeiro em agosto

Nos 10 anos sem Elke Maravilha, espetáculo inspirado em sua trajetória estreia no Rio de Janeiro em agosto

Um monólogo intitulado “Quero ser Elke Maravilha” estreia no Teatro Candido Mendes, em Ipanema, em agosto. O espetáculo é uma homenagem à vida da artista Elke Maravilha, que faleceu em 2016.

O monólogo segue a jornada de um jovem que se inspira na vida de Elke Maravilha e descobre paralelos com sua própria trajetória. Ao longo do processo, ele percebe que contar a história de Elke é também contar a sua própria história e a de outras pessoas que buscam existir além da normatividade.

O projeto foi idealizado e encenado por Igor Castilho, que também assina o texto e a dramaturgia. A direção artística é de Jhoão Scarpa. O monólogo busca inspirar as pessoas a aceitarem suas singularidades e as vejam como qualidades, e não defeitos.

Elke Maravilha foi uma personalidade da televisão, ativista, modelo, apresentadora e atriz. Ela nasceu na Rússia e chegou ao Brasil com seus pais aos quatro anos, fugindo da perseguição política. Ela se estabeleceu no Brasil e se tornou uma figura icônica da cultura popular.

Elke Grünupp, uma mulher com fluência em oito idiomas, mudou-se para Porto Alegre (RS) e trabalhou como secretária bilíngue e professora de francês e inglês. Ela também cursou faculdades de Filosofia, Medicina e Letras da UFRGS e se formou tradutora e intérprete de línguas estrangeiras.

Aos 20 anos, Elke passou dois anos na Europa, onde conheceu seu primeiro marido e começou a atuar como modelo e manequim em 1969. Ela se tornou grande amiga de estilistas famosos e foi presa pela ditadura militar por protestar contra a prisão de um filho de uma estilista, perdendo sua cidadania brasileira e se tornando apátrida.

Elke continuou a trabalhar como modelo e atuou no cinema, teatro e televisão, marcando presença em produções importantes. Seu espetáculo “Quero ser Elke Maravilha” é um tributo à sua vida e propõe uma reflexão sobre identidade, pertencimento e liberdade, mostrando que a autenticidade e a liberdade podem ser fontes de força e expressão.

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